Saturday September 16th || de Morgan Dierstein

Quando olhamos para algumas das grandes tendências previstas para o marketing de conteúdo, podemos perceber que algumas não fazem tanto sentido quanto parece.

Há três previsões, em particular, que pensamos que os comerciantes e os editores em geral não deveriam bancar logo de cara por serem um tanto quanto suspeitas. Conheça-as no post de hoje!

Previsão suspeita # 1: os influenciadores irão pagar para jogar

Uma tendência e previsão para 2017 é a transformação do marketing de influenciadores em algo parecido com o patrocínio pago.

O Content Marketing Institute, dando o exemplo da compra pela CNN do canal no YouTube da Casey Neistat, afirmou que o marketing de influenciadores “mudará um pouco de parceria com criadores de conteúdo e distribuidores para a compra dos mesmos“.

Embora possam haver alguns cenários de pay-to-play (pagar para jogar) no marketing de influenciadores, ainda haverá grande valor na construção de relacionamentos duradouros com os meios de comunicação e seus repórteres. O marketing efetivo do influenciador baseia-se na confiança e requer o autêntico comentário dos influenciadores da indústria, cujas opiniões são valorizadas pelo público.

Em outras palavras, confiar exclusivamente em relações de pagamento traz o risco de derrotar a finalidade do marketing de influenciadores como um todo – que depende de vozes confiáveis ​​e independentes.

Não vemos esses relacionamentos tenderem para um ambiente pago, apenas. A distribuição paga da mídia ganha por meio de canais como o Content Discovery é uma parte vital de qualquer mix de marketing, misturando uma opinião externa honesta e objetiva com metas de ROI claras.

Influenciadores de marketing devem continuar a desempenhar um papel vital também, e comprometer a sua autenticidade por dinheiro parece algo como, uma auto-derrota.

Previsão suspeita # 2: os comerciantes abandonarão a rede social como forma de distribuir conteúdo

Outra previsão suspeita é o fim das mídias sociais como uma plataforma de distribuição para o marketing de conteúdo, em parte devido à mudanças algorítmicas constantes e em parte devido à natureza intrinsecamente fechada das principais plataformas sociais.

Com bilhões de consumidores ativos acessíveis nas propriedades do Google, YouTube e Facebook, é improvável que os empresários em geral e distribuidores de conteúdo abandonem esses jardins férteis tão cedo, mesmo que seja uma previsão forte.

O que veremos é uma distribuição mais diversificada de investimento em marketing de conteúdo, com alguns gastos desviados das mídias sociais para plataformas de distribuição e ecossistemas mais abertos, onde dados, preços e feed de notícias individuais de uma pessoa não sejam controlados autocraticamente.

Poucos comerciantes abandonarão o conjunto social, mas mais estarão procurando alternativas para expandir o alcance, conectar-se com o público interessado e se elevar acima do dinamismo social.

Previsão suspeita #3: os comerciantes investirão cegamente no vídeo devido à sua crescente popularidade

A terceira e última previsão é a seguinte: alguns analistas da indústria postulam que, em 2017, os comerciantes e produtores de conteúdo estarão gastando enormes quantidades de dinheiro em vídeo apenas por causa do vídeo.

É verdade que as pesquisas mais recentes indicam que o marketing de conteúdo planeja aumentar a produção de vídeos neste ano, mas criar conteúdo sem o objetivo final em mente não é sustentável. A publicidade online raramente é bem-sucedida quando não pode ser vinculada a resultados verdadeiros.

O vídeo, feito corretamente, continuará a oferecer um excelente retorno sobre o investimento (ROI), e os comerciantes que produzem vídeos bem pensados, de alta qualidade e bem orientados podem obter um excelente retorno.

O conteúdo de vídeo de qualidade, direcionado ao público interessado em um contexto relevante, fornece um veículo poderoso para a descoberta de produtos e marcas.

Por exemplo, anúncios de vídeo servidos para dispositivos móveis recebem os melhores resultados de anunciantes de aplicativos e empresas de medição por sua capacidade de atrair um volume constante de usuários de qualidade, de acordo com o eMarketer.

Os anunciantes, particularmente na categoria de jogos, estão se dobrando nos anúncios de vídeo porque a natureza experiencial do formato é muito eficaz. Em outras palavras – observando o produto em ação (neste caso, um jogo), você pode sim tornar o usuário mais propenso a comprar.

Novos canais e meios de publicidade sempre serão relegados às modas se o ROI verdadeiro não for comprovado. A eficácia do vídeo como meio, a longo prazo, dependerá em grande parte dos resultados. Neste caso, esses resultados são incrivelmente promissores.

O que você acha destas previsões suspeitas? Alguma delas já chegou a te atrair?

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Morgan Dierstein

Morgan é Media Sales Manager na Taboola, ajudando os clientes a refinar e otimizar sua estratégia de conteúdo em toda a rede da Taboola. Nascido em Paris, ele veio para Taboola depois de 10 anos como empreendedor e estrategista digital, especializado em negócios emergentes na Europa e nos Estados Unidos. Possui MBA em Gestão de Projetos na FGV Rio. Ele é apaixonado por futebol, fotografia e histórias. https://br.linkedin.com/in/morgandierstein